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The Road To Serfdom

Friedrich A. Hayek

Clássicos, Autoritarismo e Totalitarismo, Direitos Civis e Privacidade, Socialismo e Comunismo, Intervencionismo e Protecionismo, Filosofia Política, Direito e Instituições, Ordoliberalismo

Inglês

Em The Road to Serfdom, Friedrich A. von Hayek expõe o perigo que a aplicação dos princípios do planeamento económico e social dos tempos de guerra em tempos de paz representa para a liberdade.
     Hayek argumenta que a ascensão do nazismo - que, dizia, não se distanciava do comunismo nas suas ferramentas - não se deveu a qualquer falha de carácter por parte do povo alemão, foi antes uma consequência das ideias socialistas se tornarem recorrentes na Alemanha nas décadas anteriores à eclosão da guerra. Tais ideias, argumentou Hayek, tendiam a tornar-se igualmente aceites na Grã-Bretanha e nos EUA. O que Hayek viu, e o que a maioria de seus contemporâneos não percebeu, foi que cada passo longe do livre mercado e em direção ao planejamento do governo representava um compromisso da liberdade humana em geral e um passo em direção a uma forma de ditadura – e isso é verdade em todos os tempos e lugares. Como afirmava, «o planeamento, por ser coercivo, é um método inferior de regulação, enquanto a competição de um mercado livre é superior porque é o único método pelo qual as nossas actividades podem ser ajustadas umas às outras sem intervenção coerciva ou arbitrária da autoridade».
     Na sua publicação em 1944, The Road to Serfdom causou sensação, sendo que os diversos editores não conseguiam atender à procura devido ao racionamento de papel aplicado durante a guerra. Entre reedições e versões condensadas, desde então, tem sido reimpressa com frequência. Tanto que houve uma republicação da obra na impressão com Intellectuals and Socialism, original de 1949, na qual Hayek explica o quão apelativas são as ideias socialistas para os intelectuais. Argumenta Hayek que assim é porque o socialismo envolve a aplicação racional do intelecto para a organização da sociedade, enquanto o seu utopismo captura a imaginação dos intelectuais e satisfaz seu desejo de submeter o mundo ao seu engenhoso projeto. Declarava que o socialismo, em todas as suas formas, é contrário à liberdade.
     Este livro é um clássico na história das ideias liberais. Foi singularmente responsável por lançar um importante debate sobre a relação entre liberdade económica e política. Porém, a sua beleza não reside apenas na sua análise, mas no estilo, que é acutilante e apaixonado. Isso fez do autor um intelectual dissidente e mundialmente famoso. Alertava para novas formas de despotismo decretadas em nome da libertação. E embora tenha surgido em 1944, permanecem as pertinência e acessibilidade na mensagem de Hayek. Ninguém pode considerar-se bem instruído nas ideias políticas modernas sem ter absorvido estas suas lições.

 

Manuel Morgado

Instituto +Liberdade

Em defesa da democracia-liberal.

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