

2025-12-09
Por +Factos
A maioria esmagadora das 698 comunicações judiciais de corrupção e crimes conexos em 2023 e 2024 está relacionada com o setor público. Segundo dados do MENAC, a grande maioria dos casos dizem respeito a entidades da esfera pública, sobretudo da administração local, que sozinha agrega 51% das comunicações. A administração central soma 24% e a administração regional autónoma e outros organismos sob tutela pública 15%. Apenas 10% dos registos envolvem entidades privadas.
Nos últimos dois anos, a grande maioria das comunicações judiciais de corrupção e crimes conexos, em Portugal, refere-se a entidades da esfera pública, revelando a profunda exposição do Estado a este tipo de criminalidade. De acordo com dados do Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC),das 698 comunicações realizadas, a Administração Local concentra mais de metade das mesmas (51%), seguida da Administração Central (24%) e da Administração Regional Autónoma e Outros Organismos sob Tutela Pública (15%). Apenas 10% dos casos envolvem o setor privado.
Entre as áreas públicas mais sinalizadas, os Municípios destacam-se de forma esmagadora, representando 39,8% de todas as comunicações judiciais. Seguem-se as forças e serviços de segurança (9,7%), e as freguesias (9,3%).
O padrão é claro: a corrupção em Portugal está profundamente enraizada na administração pública, sobretudo na administração local, onde as responsabilidades em termos de licenciamento, contratação pública e gestão de recursos criam contextos de maior vulnerabilidade. Estes dados confirmam a necessidade de reforçar a transparência, os mecanismos de prevenção e a capacidade de investigação, nesta esfera do Estado.
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