Mais Liberdade
  • Instagram
  • Facebook
  • X / Twitter
  • Linkedin
  • Youtube

2026-04-01

Por +Factos

Diferença percentual no prémio salarial bruto entre trabalhadores com ensino secundário e trabalhadores com ensino superior, na faixa dos 25 aos 34 anos, na OCDE

Portugal é um dos países da OCDE onde o prémio salarial associado ao ensino superior é mais elevado. Em 2023, os trabalhadores jovens com ensino superior ganhavam, em média, mais 58% do que aqueles com o ensino secundário, acima da média da OCDE (39%). Este diferencial sugere não apenas um retorno significativo da educação, mas também possíveis desequilíbrios na estrutura de qualificações e uma menor valorização relativa do ensino profissional não superior.

Em que medida o mercado de trabalho recompensa as qualificações superiores com salários mais elevados? À primeira vista, prémios salariais mais elevados podem ser interpretados como um sinal positivo, por refletirem a valorização do esforço e do investimento em educação. No entanto, diferenças muito acentuadas nem sempre resultam apenas do retorno do investimento, podendo também refletir desequilíbrios no mercado de trabalho, nomeadamente entre a procura e a oferta de determinados tipos de qualificações.

Em 2023, em Portugal, os trabalhadores entre os 25 e os 34 anos com ensino superior ganhavam, em média, mais 58% do que aqueles com apenas o ensino secundário — um valor bem acima da média da OCDE (39%).

Este resultado coloca Portugal entre os países da OCDE, com dados disponíveis, com maior diferencial salarial associado ao ensino superior, apenas atrás da Colômbia (+105%), da Costa Rica (+82%) e do Chile (+76%).

No extremo oposto, países como Noruega (+6%), Suécia (+12%) ou Coreia do Sul (+14%) apresentam diferenças salariais muito mais reduzidas entre níveis de escolaridade. Nestes casos, mercados de trabalho mais comprimidos, com menor desigualdade salarial e uma forte valorização de qualificações intermédias — como o ensino técnico e profissional — contribuem para reduzir os diferenciais. Paradoxalmente, são também economias frequentemente associadas a níveis mais elevados de mobilidade social, precisamente por combinarem menor dispersão salarial com maior igualdade de oportunidades.

No caso de Portugal, o elevado prémio salarial sugere, não só um retorno significativo do investimento em educação, mas também possíveis fragilidades estruturais, como desequilíbrios na estrutura de competências do mercado de trabalho e a menor valorização relativa dos trabalhadores com qualificações intermédias (o ensino profissional, não superior, é pouco valorizado e fomentado).

Instituto +Liberdade

Em defesa da democracia-liberal.

info@maisliberdade.pt
+351 936 626 166

© Copyright 2021-2026 Instituto Mais Liberdade - Todos os direitos reservados

Este website utiliza cookies no seu funcionamento

Estas incluem cookies essenciais ao funcionamento do site, bem como outras que são usadas para finalidades estatísticas anónimas.
Pode escolher que categorias pretende permitir.

Este website utiliza cookies no seu funcionamento

Estas incluem cookies essenciais ao funcionamento do site, bem como outras que são usadas para finalidades estatísticas anónimas.
Pode escolher que categorias pretende permitir.

Your cookie preferences have been saved.