

2025-12-11
Por +Factos
Portugal registou uma queda progressiva na taxa sindicalização ao longo das últimas décadas: de 65% dos trabalhadores sindicalizados em 1973, o número caiu para 14% em 2020, com o setor privado a apresentar apenas 7% em 2022. Apesar desta redução, CGTP e UGT mantêm papel político significativo, criando mobilizações e influenciando reformas laborais.
Como tem evoluído a taxa de sindicalização em Portugal ao longo das últimas décadas?
Os dados da OCDE mostram que, em 1973, 65% dos trabalhadores portugueses (setor privado + setor público) estavam sindicalizados, percentagem que tem vindo a reduzir progressivamente ao longo das últimas décadas.Em 2020, apenas 14% dos trabalhadores portugueses estavam sindicalizados.
No setor privado, em 2010, apenas 10,6% dos trabalhadores estavam sindicalizados. Até 2022, esse valor caiu ainda mais, para apenas 7,1%.
Esta queda progressiva, alinhada com a tendência das economias avançadas, reduziu significativamente o poder de mobilização dos sindicatos, concentrando a sua influência sobretudo na função pública e em setores historicamente sindicalizados.
Apesar disso, a influência política das centrais sindicais mantém-se significativa. A CGTP, alinhada historicamente com o PCP, e a UGT, tradicionalmente mais próxima do PS, desempenham ainda um papel relevante no debate público e na negociação das políticas laborais. A sua ação sindical continua, por isso, a ter uma dimensão política explícita, que molda tanto a mobilização social como o enquadramento das reformas do mercado de trabalho.
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