

2026-02-20
Por +Factos
Portugal investiu em 2024 apenas 0,02% do PIB em capital de risco, um valor muito inferior à média da União Europeia (0,06%). O distanciamento estrutural face à média comunitária começou em 2016 e é também é visível no peso do capital de risco no investimento total. Estes dados evidenciam uma fragilidade persistente no financiamento de empresas inovadoras e de elevado potencial de crescimento.
Em Portugal investe-se muito menos em capital de risco do que a média da União Europeia. Em 2024, o investimento em capital de risco representou apenas 0,02% do PIB, cerca de um terço da média da UE (0,06%).
Em 2007, Portugal investiu o dobro da média comunitária (0,06% vs. 0,03%), mas o impacto da grande crise financeira de 2008 e da crise das dívidas soberanas fez cair drasticamente o investimento em capital de risco em Portugal (apenas 0,01% do PIB em 2011). Apesar do contexto menos favorável, Portugal recuperou até 2015 para um nível de investimento semelhante ao da UE (0,025% do PIB). O fosso que se verifica atualmente face à média comunitária, começou a ser construído em 2016, com Portugal a nunca conseguir alcançar um investimento anual em capital de risco de 0,03% do PIB, e a ficar para trás no contexto europeu.
O mesmo padrão verifica-se quando analisamos o peso do capital de risco no investimento total (FBCF). Em 2024, Portugal ficou nos 0,12%, muito abaixo da média europeia de 0,28%. A divergência estrutural face à média comunitária também se começou a verificar desde 2016.
A debilidade do investimento em capital de risco limita o aparecimento e a escala das startups, reduz a capacidade de retenção de talento e enfraquece a competitividade da economia. Mais do que um ciclo conjuntural, os dados apontam para um problema estrutural de financiamento empresarial.
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