

2026-03-06
Por +Factos
Nos últimos anos, o número de livros vendidos tem vindo a crescer em Portugal, atingindo quase os 15 milhões de livros em 2025. Apesar desta evolução, Portugal continua abaixo de vários países da Europa Ocidental, como a França ou o Reino Unido, onde o número de livros vendidos por habitante é significativamente mais elevado.
Na semana do falecimento de António Lobo Antunes, uma das maiores figuras da literatura portuguesa, analisamos a evolução recente do mercado livreiro em Portugal.
Nos últimos anos, o número de livros vendidos por habitante tem vindo a crescer de forma consistente. Em 2019 vendiam-se cerca de 1,15 livros por pessoa (11,9 milhões de livros), valor que caiu para 0,94 em 2020 (9,8 milhões de livros), num ano marcado pela pandemia e pelo encerramento temporário de livrarias. A partir daí, o mercado recuperou gradualmente e em 2025 atingiu-se o número de 1,38 livros por pessoa (14,8 milhões de livros), o valor mais elevado da série recente.
Apesar desta evolução positiva, Portugal continua abaixo dos níveis registados em vários países da Europa Ocidental. Em França, por exemplo, vendem-se cerca de 4,6 livros por habitante, mais de três vezes o número português. No Reino Unido, o número ronda os 2,9 livros por pessoa, enquanto a Bélgica regista cerca de 2,6, e os Países Baixos e a Irlanda cerca de 2,3.
No sul da Europa, os níveis são mais próximos. Espanha apresenta cerca de 1,6 livros vendidos por habitante e Itália cerca de 1,8, valores, mas, ainda assim, superiores aos de Portugal.
Os dados mostram que o mercado livreiro português tem vindo a crescer, mas, também, que existe ainda uma distância considerável face aos níveis de consumo de livros observados em vários países da Europa Ocidental.
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