

2025-11-10
Por +Factos
Apesar do aumento dos últimos anos, de 9 mil em 2015-19 para 21 mil novos fogos construídos, em média, por ano em 2020-24, a construção de novas habitações em Portugal caiu drasticamente face ao início do século (-88% face a 2000-04). Fraco crescimento dos rendimentos e entraves estruturais como burocracia, fiscalidade e falta de mão-de-obra, explicam a pouca construção.
Portugal tem um grave problema relacionado com o mercado da habitação, ou, melhor dizendo, relacionado com a capacidade financeira da maioria da população para adquirir ou arrendar habitação aos preços que se praticam atualmente (especialmente nos grandes centros urbanos).O preço das habitações disparou ao longo das duas últimas décadas, em Portugal, sendo que os rendimentos dos portugueses cresceram a um ritmo lento neste período, tornando a aquisição de habitação um sonho quase inalcançável para grande parte da população.
Esta realidade do mercado imobiliário é, em boa parte, explicada pela reduzida oferta que existe atualmente. O problema, que está a montante, e que ajuda a explicar a reduzida oferta é a escassa construção de novas habitações.
Apesar do aumento dos últimos anos, o atual número de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar fica muito abaixo do registado na viragem do século. Em média, foram construídas cerca de 21 mil novas habitações por ano, entre 2020 e 2024, um número que é 80% inferior ao que se verificava no início do século, entre 2000 e 2004 (média de 104 mil novas habitações construídas anualmente). Para além do fraco crescimento dos rendimentos das famílias, que lhes retirou capacidade para construir, razões estruturais, como os longos e dispendiosos processos burocráticos em torno da construção de nova habitação, a fiscalidade ou a falta de mão-de-obra, são fatores apontados para a quebra na construção.
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