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2026-03-24

Por +Factos

Percentagem de portugueses que respondeu ter ou não ter feito poupanças no ano anterior, no Inquérito à Literacia Financeira da População

Menos de metade dos portugueses poupa, e a maioria desses não aplica o dinheiro de forma a ter uma rentabilidade que pelo menos compense a inflação. A maioria dos que pouparam em 2022 não aplicou essas poupanças ou optou por produtos de baixo risco e baixa rentabilidade. Apenas uma pequena fração investiu em instrumentos com maior potencial de retorno. Estes resultados refletem uma elevada aversão ao risco, bem como desafios ao nível da literacia financeira em Portugal.

Existe uma tradição enraizada de ensinar, desde cedo, a importância de poupar.Mas, poupar é apenas uma parte da equação — a forma como essa poupança é gerida e aplicada é igualmente determinante para proteger o poder de compra ao longo do tempo. Em Portugal, os dados mostram fragilidades em ambas as dimensões.

Apenas cerca de metade dos portugueses conseguiu poupar em 2022. Segundo os dados do 4.º Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa, 55% dos inquiridos afirmam ter poupado no ano anterior, enquanto 45% não o fizeram.

Entre os que poupam, o cenário também levanta preocupações. Uma parte significativa não aplica as suas poupanças de forma a gerar retorno que, pelo menos, compense a inflação.

Entre os 55% que afirma ter poupado, cerca de 33% manteve o dinheiro parado, seja em contas à ordem ou em numerário, sem qualquer rentabilização. Outros 18% optaram por instrumentos de baixo risco e baixa rentabilidade, como depósitos a prazo ou obrigações.

Apenas uma minoria — 4% — investiu em ativos com maior potencial de retorno, como ações, fundos de investimento, criptoativos ou outros instrumentos mais sofisticados.

Este padrão evidencia uma forte preferência por liquidez e segurança, mesmo à custa de retornos mais elevados, refletindo, não só, aversão ao risco, mas, também, limitações ao nível da literacia financeira.

Num contexto de inflação e perda de poder de compra, esta tendência levanta desafios importantes: manter dinheiro parado ou em produtos de baixa rentabilidade significa, na prática, perder valor ao longo do tempo.

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