

2026-01-19
Por +Factos
As eleições presidenciais em Portugal têm sido maioritariamente decididas à primeira volta desde 1976. Esse padrão foi quebrado apenas duas vezes: em 1986 e agora em 2026. Em 1986, Freitas do Amaral venceu a primeira volta com 46,3% dos votos mas acabaria por perder na segunda para Mário Soares. Ontem, António José Seguro obteve 31,1% dos votos, o valor mais baixo de sempre para um candidato mais votado, revelando um cenário de elevada fragmentação e menor concentração do voto presidencial.
Os resultados da primeira volta das eleições presidenciais deram a vitória a António José Seguro, com 31,1% dos votos validamente expressos. Contudo, esta percentagem ficou muito aquém dos 50% necessários para garantir a eleição.
Historicamente, as eleições presidenciais portuguesas foram quase todas decididas à primeira volta, refletindo maiorias claras em torno do candidato vencedor. Desde 1976, apenas em duas ocasiões isso não aconteceu: em 1986 e agora em 2026.
Em 1986, Freitas do Amaral venceu a primeira volta com 46,3% dos votos, mas acabaria por perder na segunda volta para Mário Soares, que venceu com 51,2% dos votos (depois de obter apenas 25,4% na primeira volta). Em 2026, António José Seguro obteve 31,1% dos votos na primeira volta, o valor mais baixo de sempre para o candidato mais votado, remetendo, 40 anos depois, a decisão para uma segunda volta.
Os resultados de ontem evidenciam um contexto de forte fragmentação eleitoral e uma erosão do consenso em torno das candidaturas presidenciais, contrastando com a maioria das eleições anteriores, em que os vencedores superaram a fasquia dos 50% logo na primeira votação.
Instituto +Liberdade
Em defesa da democracia-liberal.
info@maisliberdade.pt
+351 936 626 166
© Copyright 2021-2026 Instituto Mais Liberdade - Todos os direitos reservados