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2026-04-07

Por +Factos

Probabilidade de acesso a cuidados de saúde e de ocorrência de episódios de doença, por contexto socioeconómico, em Portugal, ano 2025

O acesso à saúde em Portugal continua a refletir as desigualdades socioeconómicas. À medida que descemos na escala de rendimentos, aumenta a dependência exclusiva do SNS, bem como a probabilidade de falhas no acesso a cuidados, como consultas ou exames cancelados, e de episódios de doença.

 

Os problemas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm sido recorrentes nos últimos anos, com constrangimentos no acesso a consultas, exames e urgências, a marcarem o debate público. Mas, estes desafios não afetam todos de forma igual, o impacto é mais forte nos grupos mais vulneráveis.

À medida que descemos na escala de rendimentos, aumenta a dependência exclusiva do sistema público de saúde. Enquanto entre os escalões com rendimentos mais elevados (A+B) cerca de 63% recorrem apenas ao SNS, essa percentagem sobe progressivamente até atingir 97% no escalão de rendimentos mais baixos (E). A alternativa passa por um misto entre o SNS e cuidados de saúde privados ou apenas cuidados de saúde privados.

Essa maior dependência do SNS também se reflete em maiores obstáculos no acesso efetivo a cuidados de saúde, que acompanham esta desigualdade. A probabilidade de falhas no acesso a cuidados de saúde vai crescendo à medida que descemos na escala de rendimentos e que cresce a dependência do SNS. A percentagem de pessoas que reporta ter tido consultas ou exames cancelados sobe de 3%, nos escalões de rendimentos mais elevados, para 21%, no escalão de rendimentos mais baixos.

Consequentemente, a probabilidade de ter um episódio de doença também aumenta de forma significativa à medida que descemos na escala de rendimentos e cresce a dependência do SNS: de 39% nos escalões de rendimentos mais elevados para 67% no escalão de rendimentos mais baixos.

Estes dados apontam para desigualdades significativas no acesso aos cuidados de saúde em Portugal: os grupos com menores rendimentos dependem mais de um sistema público, que se encontra sob pressão, enfrentando maiores obstáculos no acesso efetivo a cuidados e, consequentemente, são propensos a terem mais problemas de saúde.

Num contexto de constrangimentos persistentes no SNS, estas diferenças levantam questões relevantes sobre equidade no acesso à saúde e sobre a capacidade de resposta do sistema face a quem mais dele depende.

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