

2026-03-22
Por +Factos
O conflito no Médio Oriente está a impulsionar um aumento muito significativo dos preços dos combustíveis na União Europeia. Entre 2 e 16 de março de 2026, vários países registaram subidas significativas, com Espanha, Suécia e países da Europa Central entre os mais afetados. Portugal também registou aumentos muito expressivos, mas relativamente moderados no contexto europeu, de cerca de 9% na gasolina e 17% no gasóleo. As diferenças entre países refletem fatores como a carga fiscal, a dependência energética, as políticas de mitigação adotadas e o funcionamento dos mercados nacionais.
O conflito no Médio Oriente pressiona os mercados energéticos globais, fazendo disparar o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis.
Em poucos dias, o impacto foi global e atingiu também a União Europeia, altamente dependente de importações energéticas.
Entre 2 e 16 de março de 2026, os preços dos combustíveis subiram de forma significativa na maior parte dos países da União Europeia, especialmente na Europa Central. Na gasolina 95, Suécia, Áustria e Espanha lideram, com aumentos de cerca de 15%. No gasóleo, o destaque vai para Espanha (+27%), seguida da Chéquia e da Suécia (ambos com cerca de +26%).
Apesar dos descontos no ISP já aplicados pelo Governo, Portugal também registou aumentos muito significativos, embora moderados, no contexto europeu: cerca de +9% na gasolina e +17% no gasóleo, posicionando-se a meio da tabela.
Por outro lado, países como Finlândia, Eslovénia e Malta, na gasolina, e Eslováquia, Eslovénia e Malta, no gasóleo, registaram variações mínimas nos preços dos respetivos combustíveis.
Estas diferenças refletem fatores como a estrutura fiscal, o grau de dependência energética, a existência de medidas de mitigação e o funcionamento dos mercados nacionais.
Num contexto de elevada volatilidade e risco geopolítico, este episódio mostra como os choques externos continuam a ter um impacto direto, mas desigual, no preço dos combustíveis pagos pelos consumidores europeus.
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