

2026-07-30
Por +Factos
Segundo a Agência Internacional da Energia (IEA), apenas 23% dos alojamentos familiares na Europa dispõem de ar condicionado. Em Portugal, os últimos dados disponíveis, referentes aos Censos de 2021, apontam para uma taxa ainda mais baixa, de 17%. Em contraste, o Japão (93%), os EUA (90%) e a China (79%) apresentam níveis de climatização muito superiores, mostrando que a Europa continua relativamente pouco preparada para enfrentar o aumento das temperaturas.
A recente vaga de calor que atingiu grande parte da Europa voltou a expor a vulnerabilidade do continente perante temperaturas extremas. Em França, onde os termómetros ultrapassaram os 40 °C em várias regiões, o calor esteve associado a milhares de mortes em excesso, provocou incêndios florestais e obrigou ao encerramento ou à adaptação do funcionamento de diversas infraestruturas, incluindo escolas sem sistemas de climatização adequados. Em Espanha, as temperaturas excecionalmente elevadas também estiveram na origem de mortes, incêndios de grande dimensão e perturbações em vários serviços públicos.
Segundo a IEA, apenas 23% dos alojamentos familiares na Europa dispõem de ar condicionado. Em Portugal, apesar dos dados disponíveis serem referentes aos Censos de 2021, a percentagem era ainda mais baixa: 17% dos alojamentos estavam equipados com este sistema.
A realidade europeia contrasta fortemente com a de outras regiões do mundo. No Japão, 93% das habitações têm ar condicionado, nos EUA a taxa é de 90% e na China de 79%. Mesmo no Sudeste Asiático, onde o rendimento médio por habitante é muito inferior ao europeu, a taxa de penetração atinge os 29%, acima da média europeia.
Embora fatores como o clima, a qualidade do isolamento das habitações ou os hábitos de consumo ajudem a explicar parte destas diferenças, os dados mostram que a Europa continua relativamente pouco equipada para enfrentar temperaturas extremas, um desafio que poderá tornar-se cada vez mais relevante à medida que as alterações climáticas intensificam as ondas de calor.
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