

2026-07-08
Por +Factos
Portugal regista, até 8 de julho de 2026, cerca de 28 mil hectares de área ardida, muito acima da média de 11 mil hectares observada entre 2006 e 2025 para o mesmo período. O país entra assim na fase mais crítica da época de incêndios com um valor acumulado cerca de 2,5 vezes superior ao padrão histórico, reforçando a importância das medidas de prevenção e da capacidade de resposta durante os meses de verão.
Portugal já ardeu cerca de duas vezes e meia mais do que é normal até esta altura do ano. Até à 27.ª semana de 2026 (8 de julho), a área ardida acumulada ultrapassou os 28 mil hectares, quando a média registada entre 2006 e 2025 para o mesmo período foi de 11 mil hectares.
Apesar de 2026 já registar uma área ardida acima da média das últimas duas décadas há várias semanas, o desvio acentuou-se significativamente no início de julho. A principal explicação foi a vaga de incêndios registada na última semana, com especial destaque para o incêndio de Vouzela, que durou vários dias e terá consumido mais de 10 mil hectares, contribuindo de forma decisiva para o forte aumento da área ardida acumulada.
Este tipo de evolução demonstra como episódios de calor extremo, vento forte e baixa humidade podem, em poucos dias, fazer disparar a área consumida pelo fogo e alterar significativamente o balanço da época de incêndios.
O desvio face ao padrão histórico mostra que a época crítica dos incêndios começou ainda mais intensa do que o habitual. Embora a maior parte dos grandes incêndios em Portugal ocorra tradicionalmente entre julho e setembro, o país entra nesse período já com uma área ardida muito superior à média, reforçando a importância das medidas de prevenção e da capacidade de resposta durante os meses de verão.
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