

2025-11-21
Por +Factos
As economias europeias estão a perder peso no ranking mundial e as projeções internacionais mostram que esta tendência se irá intensificar. Enquanto em 1980 a Europa dominava o top 15 das maiores economias do planeta, em 2075, de acordo com estimativas da Goldman Sachs, apenas Alemanha, Reino Unido e França deverão permanecer nessa lista — todos em posições inferiores. O crescimento populacional e económico de países como a China, Índia, Indonésia, Nigéria, Egipto ou Brasil está a redesenhar o mapa económico global, reduzindo a influência relativa das potências europeias.
A Europa tem estado a perder peso económico no mundo — e as projeções para as próximas décadas mostram que esta tendência se irá acentuar de forma clara.
Desde 1980, as maiores economias europeias têm descido consistentemente no ranking global, ao mesmo tempo que economias emergentes da Ásia e América ganham protagonismo.
Em 1980, seis das quinze maiores economias do mundo eram europeias, incluindo Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha e Países Baixos. Em 2024, o panorama mudou: embora Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Espanha se mantenham no top 15, a sua posição relativa é muito mais frágil. Apenas a Alemanha mantém a mesma posição (3.º), de 1980 ou 2000, todos os outros países caíram posições.
As projeções da Goldman Sachs para 2050 e 2075 tornam esta tendência ainda mais evidente. Em 2075, apenas três países europeus permanecem na lista das 15 maiores economias — e todos em posições mais baixas: Alemanha cai para 9.º, Reino Unido para 10.º, e França para 15.º.
Após décadas de crescimento lento, baixo dinamismo demográfico, produtividade estagnada e menor capacidade de inovação comparativa, os países europeus tendem a perder influência económica e política no palco global.
Em contraste, países como China, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Egipto, Brasil, México e Filipinas assumem papéis centrais no século XXI. Muitos deles combinam crescimento demográfico, urbanização acelerada, mercados internos gigantescos e potencial de industrialização.
A tendência parece ser estrutural e aponta para uma redefinição profunda da economia mundial: o peso da Europa continuará a diminuir, enquanto o futuro económico será cada vez mais moldado pela Ásia e pelo Sul Global.
Instituto +Liberdade
Em defesa da democracia-liberal.
info@maisliberdade.pt
+351 936 626 166
© Copyright 2021-2025 Instituto Mais Liberdade - Todos os direitos reservados