

2025-08-09
Por +Factos
Desde a crise financeira de 2008-09, o peso das exportações de bens e serviços na economia portuguesa tem crescido, aproximando-se da média da UE. Em 2024, representam cerca de 47% do PIB, contra 51% na média europeia. A recuperação deve-se à internacionalização e inovação das empresas portuguesas e ao forte crescimento do turismo, que impulsionou as exportações de serviços.
O peso das exportações de bens e serviços na economia portuguesa tem crescido, desde a crise financeira de 2008-09 e vem lentamente a aproximar-se da média da UE (excluindo o período da pandemia). Atualmente, em 2024, as exportações de bens e serviços pesam cerca de 47% da economia nacional, face a 51% na média da UE.
Dois fatores contribuíram fortemente para esta recuperação. Por um lado, após a crise financeira e da dívida, muitas empresas portuguesas foram forçadas a procurar novos mercados, investindo na internacionalização, inovação e melhoria da competitividade, o que levou a um aumento consistente das exportações de bens. Por outro lado, houve um forte crescimento do setor do turismo, que se consolidou como um dos principais motores das exportações de serviços e da economia nacional.
No início da década de 70, ainda durante o Estado Novo, as exportações de bens e serviços pesavam cerca de 20% da economia nacional, percentagem praticamente idêntica à média da UE. O PREC foi terrível para a economia nacional e as exportações baixaram até 14% do PIB em 1976.
Posteriormente, houve uma rápida recuperação e, no final da década de 80, o peso das exportações na economia nacional (cerca de 30%) era superior ao que se verificava na média da UE. Seguiram-se praticamente duas décadas de estagnação, até à crise financeira de 2008-09, e o diferencial face à média da UE chegou a atingir valores próximos de -10 pontos percentuais.
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