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2022-08-26

Por +Factos

Evolução do PIB per capita na Europa Ocidental

📉 Portugal é atualmente uma das economias mais pobres da União Europeia, tendo sido inclusivamente ultrapassada por diversos países de leste ao longo dos últimos anos. No entanto, nem sempre foi assim.

De acordo com os dados recolhidos pelo Projeto Maddison, que se destina à divulgação de estatísticas económicas históricas, e que recorre a dezenas de estudos académicos de vários especialistas internacionais, Portugal era um dos países europeus com maior PIB per capita em 1750, em paridade de poder de compra. Entre os países da Europa Ocidental para os quais existem dados disponíveis (territórios de acordo com as fronteiras físicas modernas), onde se incluem alguns dos países historicamente mais ricos no contexto europeu, em meados do século XVIII apenas os 🇳🇱 Países Baixos (3.777$), a 🇮🇹 Itália (2.703$) e o 🇬🇧 Reino Unido (2.702$) apresentavam um PIB per capita superior ao 🇵🇹 português (2.184$). O PIB per capita português era cerca de 60% superior ao 🇪🇸 espanhol, 40% superior ao 🇸🇪 sueco e 30% superior ao 🇩🇪 alemão e ao 🇫🇷 francês.

Posteriormente, o PIB per capita português foi progressivamente divergindo dos valores apresentados pelos restantes países analisados, especialmente durante a expansão da revolução industrial na Europa no final dos séculos XVIII e XIX. Portugal foi um dos países europeus que mais demorou a industrializar-se e apresenta desde então o menor PIB per capita entre os dez países analisados.

Atualmente, os 🇳🇱 Países Baixos (42.600$) lideram esta lista com o maior PIB per capita, seguindo-se a 🇸🇪 Suécia (40.100$) e a 🇧🇪 Bélgica (39.300$). Em 🇵🇹 Portugal, o PIB per capita é de apenas 26.635$, em paridade de poder de compra.

O Maddison Project Database compila dados de várias fontes, tendo utilizado as seguintes para estes 10 países:
🇵🇹 Palma, N., & Reis, J. (2019). From Convergence to Divergence: Portuguese Economic Growth, 1527–1850. The Journal of Economic History, 79(2), 477-506.
🇪🇸 Álvarez-Nogal, C. and L. Prados de la Escosura (2013). "The Rise and Fall of Spain (1270-1850)," Economic History Review, 66, 1, 1-37, using their annual benchmarks
🇪🇸 Prados de la Escosura, L. (2017), Spanish Economic Growth, 1850-2015 (London: Palgrave Macmillan)
🇮🇹 Baffigi, A. (2011).”Italian National Accounts, 1861-2011”, Banca d’Italia Economic History Working Papers 18.
🇬🇧 Broadberry, S.N., B. Campbell, A. Klein, M. Overton and B. van Leeuwen (2015), British Economic Growth 1270-1870 Cambridge: Cambridge University Press.
🇧🇪 Buyst, E. (2011), “Towards Estimates of Long Term Growth in the Southern Low Countries, ca.1500-1846”, Results presented at the Conference on Quantifying Long Run Economic Development, Venice, 22-24 March, 2011
🇫🇮 Eloranta, J., Voutilainen, M. and Nummela, I. (2016).  “Estimating Finnish Economic Growth Before 1860” mimeo.
🇮🇹 Malanima, P. (2010), “The long decline of a leading economy: GDP in central and northern Italy, 1300–1913” European Review of Economic History 15 (2): 169–219.
🇫🇷 Ridolfi, L. (2016) “The French economy in the longue durée. A study on real wages, working days and economic performance from Louis IX to the Revolution (1250-1789)” Dissertation IMT School for Advanced Studies, Lucca, available at http://e-theses.imtlucca.it/211/1/Ridolfi_phdthesis.pdf
🇸🇪 Schön, L., and O. Krantz (2015) “New Swedish Historical National Accounts since the 16th Century in Constant and Current Prices” Lund Papers in Economic History no. 140
🇳🇱 Smits, J.P., E. Horlings and J.L. van Zanden (2000). The Measurement of Gross National Product and its Components 1800-1913 (Groningen Growth and Development Centre Monograph series no 5).
🇳🇱 Van Zanden, J. L. and van Leeuwen, B. (2012), ‘Persistent but not consistent: the growth of national income in Holland 1347–1807’, Explorations in Economic History, 49 (2012), pp. 119–30.🇩🇪 Pfister, U. (2011). “ Economic growth in Germany, 1500–1850”, Paper presented at the Conference on Quantifying Long Run Economic Development, Venice, 22-24 March, 2011

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