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2026-03-12

Por +Factos

Importações líquidas de energia, no total de energia disponível, nos países da União Europeia

A União Europeia continua fortemente dependente da energia importada. Em média, cerca de 57% da energia consumida nos países da UE é importada, sobretudo petróleo e gás natural. Portugal apresenta uma dependência energética ainda maior, de cerca de 65%, refletindo o peso das importações de combustíveis fósseis no consumo energético nacional. Em contraste, países como a Estónia, Suécia, Letónia, Roménia, Finlândia ou Dinamarca registam níveis baixos de dependência.

O mais recente conflito no Médio Oriente voltou a colocar no centro do debate a dependência energética externa da União Europeia. A escalada de tensões na região, que é um dos principais polos mundiais de produção e exportação de petróleo, tem provocado uma forte reação nos mercados, com os preços dos combustíveis a subir drasticamente nos últimos dias.

Em média, em 2024, cerca de 57% da energia disponível nos países da UE era importada, sobretudo petróleo e gás natural, o que expõe muito os países europeus a riscos geopolíticos, flutuações de preços e choques no abastecimento.

Alguns países apresentam níveis particularmente elevados de dependência energética.  Malta lidera com cerca de 98%, seguida de  Luxemburgo (91%) e  Chipre (88%), refletindo a sua reduzida dimensão. Outros países como  Irlanda (80%),  Grécia (78%),  Bélgica (75%) e  Itália (74%) também dependem fortemente de importações para satisfazer as suas necessidades energéticas.

Portugal apresenta uma dependência de cerca de 65%, acima da média europeia. Tal como na maioria dos países europeus, grande parte desta dependência resulta da importação de petróleo e gás natural, que continuam a ter um peso muito significativo no consumo energético.

Por outro lado, alguns países europeus conseguiram reduzir significativamente esta dependência.  Estónia (5%),  Suécia (27%),  Letónia (29%),  Roménia (30%),  Finlândia (33%) e  Dinamarca (38%) apresentam níveis relativamente mais baixos, em parte graças à produção interna e ao maior peso de fontes renováveis. No caso da Dinamarca e Roménia, contribui o facto de serem exportadores líquidos de gás natural, mas salta também à vista o caso da Letónia, que apresenta um elevado volume de exportações de energias renováveis.

Estes dados mostram como a segurança energética continua a ser um desafio central para a UE. O reforço da produção interna, o investimento em outras fontes de energia e a diversificação de fornecedores são fatores cada vez mais importantes para reduzir a vulnerabilidade energética do continente.

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