

2025-11-28
Por +Factos
Portugal é um dos países europeus onde mais jovens continuam a viver com os pais, de acordo com dados da OCDE. Em 2024, 68% dos jovens entre os 20 e os 29 anos permaneciam no agregado familiar, colocando Portugal entre os países com maior atraso na independência juvenil. Os valores portugueses aproximam-se dos de Itália, Espanha, Eslováquia ou Grécia, muito acima dos registados nos países nórdicos, onde menos de um quarto dos jovens continua na casa dos pais. A dificuldade de acesso à habitação, os rendimentos baixos e a precariedade laboral ajudam a explicar esta realidade, que tem impacto na autonomia dos jovens, na criação de famílias e na natalidade.
Portugal está entre os países europeus onde os jovens enfrentam mais barreiras para ganhar autonomia e sair de casa dos pais.
Segundo dados da OCDE (2024), 68% dos jovens portugueses entre os 20 e os 29 anos vivem ainda com os pais, um dos valores mais elevados na Europa. A combinação de salários baixos e preços das casas e rendas elevados, empurram os jovens para uma independência cada vez mais tardia.
22% dos jovens portugueses vivem com o companheiro ou cônjuge, 5% com outros colegas de casa (jovens ou adultos), 3% sozinhos e 2% sozinhos, mas com filhos a cargo.
O padrão português aproxima-se do que se verifica principalmente noutros países do sul da Europa (Itália, Espanha e Grécia), mas também em alguns países de leste (Eslováquia, Eslovénia e Polónia).
Em contraste, nos países do norte da Europa o cenário é radicalmente diferente: na Dinamarca, Finlândia, Suécia ou Noruega, apenas 12% a 22% dos jovens permanecem na casa dos pais. Para além de questões culturais, nestes países os jovens têm acesso a salários muito mais elevados, em mercados de trabalho com maior mobilidade e flexibilidade.
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