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2026-08-05

Por +Factos

N.º de passagens de fronteira irregulares no Espaço Schengen

O número de travessias irregulares nas fronteiras externas do Espaço Schengen caiu 37% no primeiro semestre de 2026, para cerca de 49 mil, segundo a Frontex. A Rota Ocidental do Mediterrâneo foi, contudo, a única das principais rotas a registar um aumento, de 17% face ao mesmo período de 2025. 

O número de travessias irregulares nas fronteiras externas do Espaço Schengen caiu 37% no primeiro semestre de 2026, para cerca de 49 mil, segundo dados da Frontex. Apesar da redução generalizada, a evolução das diferentes rotas migratórias tem sido bastante desigual: a Rota Ocidental do Mediterrâneo foi a única das principais rotas a registar um aumento, com mais 17% de entradas face ao mesmo período de 2025.

A subida na Rota Ocidental do Mediterrâneo contrasta com a evolução das restantes principais rotas. No primeiro semestre, as travessias pela Rota do Mediterrâneo Central caíram 52%, enquanto a Rota do Mediterrâneo Oriental recuou 20%. A descida foi ainda mais acentuada na Rota da África Ocidental, com menos 71% de entradas, e nos Balcãs Ocidentais, onde o número diminuiu 24%.

Com esta evolução, o Mediterrâneo Ocidental tornou-se uma exceção num contexto europeu de forte redução da migração irregular. A rota registou cerca de 8 mil travessias nos primeiros seis meses do ano, contra aproximadamente 6,7 mil no mesmo período de 2025. A Frontex aponta a Argélia e Marrocos como os principais pontos de partida.

No conjunto do Espaço Schengen, as rotas do Mediterrâneo Oriental e Central continuam, contudo, a concentrar a maioria das travessias irregulares, representando em conjunto mais de 60% do total registado no primeiro semestre de 2026. A queda global resulta sobretudo da redução dos fluxos em algumas das principais rotas, em particular da cooperação com países parceiros e de medidas preventivas nos principais países de partida.

Apesar da redução do número de travessias, o custo humano continua elevado. Segundo a Frontex, cerca de 1.300 migrantes morreram no mar desde o início do ano durante tentativas de chegar à Europa através de rotas marítimas perigosas.

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