

2025-09-26
Por +Factos
Nos últimos 15 anos, a procura de habitação em Portugal disparou, mas a oferta de novas casas não acompanhou o ritmo. Em 2009, das 100 mil transações, 41 mil eram de habitações novas; em 2024, das 156 mil transações, apenas 32 mil eram novas. A escassez de construção nova levou o mercado a recorrer maioritariamente a habitações usadas, inflacionando os preços.
A procura de habitação em Portugal disparou na última década, mas, a oferta de novas casas não acompanhou o ritmo. Isso mesmo mostra a evolução do número de transações de alojamentos familiares em Portugal, por categoria (novos ou usados), desde 2009.
Em 2009, o número de transações de habitações usadas foi de 59 mil, ao passo que houve 41 mil transações de novas habitações (cerca de 41% do total de transações). Em 2024 foram transacionadas muito mais habitações, 124 mil usadas e apenas 32 mil novas (menos 9 mil do que em 2009 e cerca de 21% do total de transações).
Com a construção nova insuficiente para responder à procura, o mercado recorreu, sobretudo, às casas já existentes, o que acabou por inflacionar os preços. Entre 2014 e 2017, por exemplo, o número de transações de habitações usadas quase duplicou e chegou a atingir quase as 140 mil habitações em 2020 e 2021.
Esta realidade mostra que a pressão sobre o mercado imobiliário português não resulta apenas da procura, mas, sobretudo, da incapacidade de disponibilizar novas casas a um ritmo compatível. A aposta em políticas que incentivem a construção e reabilitação urbana é essencial para equilibrar o mercado, travar a escalada dos preços e garantir o acesso a habitação a preços mais justos.
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