

2025-12-24
Por +Factos
O esforço necessário para pagar os presentes de Natal revela diferenças significativas no poder de compra entre países europeus. Em Portugal, são necessárias, em média, 41 horas de trabalho para cobrir uma despesa média de 400 euros, enquanto na Alemanha e nos Países Baixos bastam cerca de 17 horas para comprar a mesma quantidade de presentes. Esta disparidade não resulta de preços mais elevados, uma vez que os valores estão ajustados às diferenças de preços, mas de rendimentos líquidos por hora substancialmente mais baixos.
Em Portugal, o esforço necessário para pagar os presentes de Natal é significativamente mais elevado do que na maioria dos países europeus.
Em média, um trabalhador português precisa de 41 horas de trabalho para gerar rendimento suficiente para cobrir uma despesa de cerca de 400 euros em presentes natalícios (valor que cada português irá gastar este Natal, em média, de acordo com um estudo do IPAM). Este valor contrasta de forma marcada com países como os Países Baixos e a Alemanha, onde, para comprar a mesma quantidade de presentes, ajustado o valor aos diferentes níveis de preços, são necessárias apenas 17 horas de trabalho.
A diferença resulta de um fator estrutural: o baixo rendimento líquido por hora de trabalho, em paridade de poderes de compra. Quando se compara o número de horas necessárias para pagar exatamente a mesma despesa, torna-se evidente que os trabalhadores portugueses têm um poder de compra muito inferior ao dos seus congéneres do centro e norte da Europa.
Portugal compara, sobretudo, com vários países do sul e leste europeu, onde o esforço necessário ultrapassa, na maioria dos casos, as 40 horas. Já nas economias com salários mais elevados e maior produtividade, o mesmo consumo representa uma fração muito menor do tempo de trabalho mensal. Assim, o Natal acaba por ser financeiramente mais “caro” para quem vive em países com rendimentos baixos, mesmo quando os preços são ajustados para permitir comparações mais justas.
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