

2026-02-25
Por +Factos
A transição energética para tecnologias mais limpas está a aumentar significativamente a procura por minerais críticos como o lítio, os metais de terras raras, o cobalto, o níquel e o cobre, que exigem muito mais matérias-primas do que as soluções baseadas em combustíveis fósseis. A extração e o processamento/refinação destes minerais estão fortemente concentrados em poucos países, incluindo vários regimes não democráticos. A China domina a refinação global, liderando em quatro dos cinco principais minerais e representando cerca de 91% do processamento de terras raras, o que torna a transição energética particularmente dependente de países com baixos níveis de democracia.
Grande parte dos países, a nível mundial, tem apostado na transição energética para energias mais limpas, deixando para trás os combustíveis fósseis. No entanto, essa transição energética tem aumentado a procura de diversos minerais críticos, como o lítio, os metais de terras raras, o cobalto, o níquel ou o cobre.
Um relatório da Agência Internacional de Energia destaca que as exigências de minerais são muito maiores nas tecnologias de energia limpa do que nas soluções movidas a combustíveis fósseis. Um veículo elétrico típico, por exemplo, requer seis vezes mais minerais do que um carro convencional, e um parque eólico necessita de nove vezes mais matérias-primas do que uma central elétrica movida a gás.
Tendo em conta a maior dependência mundial de minerais, importa perceber quem os extrai e quem os processa/refina. Em todos os minerais acima mencionados há uma elevada concentração da produção e processamento, sendo que no top-3 mundial dos principais países extratores ou países onde é feita a refinação do lítio, metais de terras raras, cobalto, níquel e cobre, há pelo menos um país não democrático em todos os casos (de acordo com o Democracy Index 2024). A nível de processamento, a China lidera o ranking em quatro dos cinco minerais, sendo que, por exemplo, no caso dos metais de terras raras representa 91% do processamento/refinação mundial. Outros países não democráticos têm também uma grande preponderância no fornecimento destes minerais, essencialmente ao nível da extração, como por exemplo a República Democrática do Congo, Myanmar ou a Rússia. Sendo estes minerais tão importantes para a transição energética, o mundo fica bastante dependente de países não democráticos. No entanto, essa também é já uma realidade no caso dos combustíveis fósseis.
Instituto +Liberdade
Em defesa da democracia-liberal.
info@maisliberdade.pt
+351 936 626 166
© Copyright 2021-2026 Instituto Mais Liberdade - Todos os direitos reservados