

2026-09-23
Por +Factos
O conflito no Médio Oriente está a afetar importantes rotas de transporte de petróleo. O Estreito de Ormuz regista uma redução de 20,9 milhões de barris de crude por dia face ao fluxo normal anterior ao conflito, enquanto no Estreito de Bab el-Mandeb o fluxo passou de 4,2 para 0,4 milhões de barris diários. No Oleoduto Este-Oeste da Arábia Saudita perdeu 4,5 milhões de barris por dia após um ataque com drones. Estas interrupções aumentam os riscos para o abastecimento energético e pressionam os preços do petróleo e dos combustíveis.
A saída de petróleo do Médio Oriente está a ser severamente condicionada pela interrupção de importantes rotas de transporte e infraestruturas petrolíferas, num contexto de escalada do conflito na região. O Estreito de Ormuz, o Oleoduto Este-Oeste da Arábia Saudita e o Estreito de Bab el-Mandeb registam reduções significativas nos fluxos de petróleo bruto, comprometendo a capacidade de exportação de uma das regiões mais importantes para o abastecimento energético mundial.
O Estreito de Ormuz é o principal ponto de estrangulamento. A interrupção do seu funcionamento representa uma redução de aproximadamente 20,9 milhões de barris de crude por dia face ao fluxo normal anterior ao conflito entre o Irão e os EUA. Trata-se de uma via marítima estratégica para o transporte de petróleo produzido no Golfo Pérsico, cujo bloqueio já se prolonga por mais de meio ano.
Por sua vez, o Estreito de Bab el-Mandeb, entre o Iémen e o Corno de África, também apresenta uma redução expressiva dos fluxos petrolíferos. O volume diário de crude transportado passou de 4,2 milhões para apenas 0,4 milhões de barris, uma diminuição de 3,8 milhões de barris por dia. Esta redução está associada à presença dos Houthis na região, um grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irão. No início de setembro capturaram uma ilha estratégica e controlam o Estreito.
Na Arábia Saudita, o Oleoduto Este-Oeste, que permite transportar crude dos campos petrolíferos junto ao Golfo Pérsico até ao Mar Vermelho, encontra-se fechado na sequência de um ataque com drones. A interrupção representa uma redução de 4,5 milhões de barris de crude por dia face ao fluxo normal. Esta infraestrutura assume particular importância por permitir a exportação de petróleo sem depender exclusivamente do transporte marítimo através do Estreito de Ormuz.
As consequências não se limitam aos países produtores. Uma redução significativa da oferta disponível pressiona os preços do petróleo bruto e contribui para o encarecimento dos combustíveis e de outros bens e serviços, tal como estamos a experienciar atualmente um pouco por todo o mundo.
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