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2026-05-22

Por +Factos

Preço médio da gasolina e esforço para abastecer o depósito entre as economias mundiais

Portugal é um dos países desenvolvidos com a gasolina mais cara. Em maio de 2026, o país registava o 11.º preço médio mais elevado da gasolina 95, muito acima da vizinha Espanha. Além do preço elevado, o esforço financeiro para abastecer ainda se destaca no grupo das economias mais desenvolvidas: encher um depósito de 40 litros equivalia a 3,8% do rendimento mensal médio, o 5.º valor mais elevado. Em comparação, o esforço era de 2,5% em Espanha e de apenas 0,7% nos EUA. Os números mostram que o impacto económico dos combustíveis depende não só do preço por litro, mas também do poder de compra das economias.

Portugal continua entre os países desenvolvidos com a gasolina mais cara e onde abastecer pesa mais nos rendimentos. Os dados da plataforma Global Petrol Prices mostram que Portugal tinha, a 18 de maio de 2026, o 11.º preço médio mais elevado da gasolina 95 entre as 36 economias mundiais mais avançadas, de acordo com a categorização do FMI (foram considerados apenas os países com mais de um milhão de habitantes).
 
O preço médio da gasolina 95 em Portugal situava-se nos 2,3 dólares por litro, muito acima de países como Espanha (1,8$), EUA (1,3$), Japão (1,1$) ou China (1,4$). Entre as principais economias da UE, a França apresentava um preço ligeiramente superior (2,4$), enquanto a Alemanha registava um valor ligeiramente abaixo.
 
Mas o impacto do preço dos combustíveis depende também do poder de compra. Quando se analisa o esforço necessário para abastecer 40 litros de gasolina 95, Portugal surge como o 5.º país onde este encargo representa uma maior fatia do rendimento mensal entre as economias mais desenvolvidas. Apenas a Grécia, a Letónia, a Croácia e a Hungria superam Portugal. Considerou-se o rendimento mensal como o PIB per capita anual dividido por 12 meses.
 
Em Portugal, abastecer 40 litros correspondia a cerca de 3,8% do rendimento mensal médio. Trata-se de um esforço muito superior ao observado em Espanha (2,5%), França (2,5%), Alemanha (2,0%), Japão (1,6%) ou EUA (0,7%). Fora das economias avançadas, as diferenças tornam-se ainda mais expressivas. No Malawi, abastecer 40 litros equivale a mais de três vezes o rendimento mensal médio.
 
Os dados ilustram como o impacto económico dos combustíveis resulta não apenas do preço por litro, mas também do nível de rendimento de cada país, refletindo diferenças de poder de compra entre economias.

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