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2026-03-27

Por +Factos

Preços da eletricidade e seus impostos, taxas e subsídios, em paridades de poder de compra, nos países da União Europeia

O preço da eletricidade em Portugal é semelhante ao da média da União Europeia, mas poderia ser mais baixo não fosse o elevado peso dos impostos e taxas. No primeiro semestre de 2025, o país apresentou um custo base de eletricidade bastante competitivo no contexto europeu, mas acabou por ficar na primeira metade da tabela no preço final devido ao esforço fiscal, que é o quinto mais elevado da UE.

O preço da eletricidade em Portugal é semelhante ao da média da União Europeia, mas podia ser mais baixo — não fossem os impostos e taxas elevados.

No 1.º semestre de 2025, o preço final da eletricidade em Portugal foi de cerca de 0,24 €/kWh, o que coloca Portugal em 10.º lugar na UE (em 27 países) e praticamente em linha com a média comunitária, em paridades de poder de compra.

Contudo, num cenário em que se excluem impostos, taxas e subsídios, o resultado é bem diferente. O custo base da eletricidade em Portugal é de apenas 0,16 €/kWh, o que coloca Portugal no 17.º lugar, e abaixo da média europeia.

A diferença está na carga fiscal. Portugal apresenta o 5.º maior esforço fiscal da UE, cerca de 0,08 €/kWh, em paridades de poder de compra, acima da média europeia. Portugal é apenas superado pela Polónia, Dinamarca, Alemanha e Chipre.

Em contraste, alguns países conseguem garantir preços finais mais baixos ou competitivos aos seus consumidores, graças a menores cargas fiscais ou até a subsídios líquidos, como acontece em alguns casos.

Isto mostra que o preço final da eletricidade não resulta apenas do custo de produção ou do mercado energético, depende também, fortemente, das decisões da política fiscal.

Em Portugal, o resultado é claro: apesar de um custo base relativamente baixo, a elevada carga fiscal, tendo em conta os salários que se praticam no nosso país, impede que esse benefício se traduza num preço final mais competitivo para os consumidores.

(Considerou-se a faixa de consumo residencial mais representativa (DC), correspondente a consumos entre 2.500 kWh e 4.999 kWh.)

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