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2026-04-17

Por +Factos

Produção de barris de petróleo por dia, nos países da OPEP, em Fevereiro e em Março de 2026

A produção de petróleo nos países da OPEP registou uma quebra acentuada entre fevereiro e março de 2026, caindo cerca de 37%, o equivalente a menos 9 milhões de barris por dia. O impacto foi particularmente severo nos países do Golfo Pérsico, com reduções de 66% no Iraque, 53% no Kuwait, 35% nos Emirados Árabes Unidos e 30% na Arábia Saudita, refletindo os efeitos do bloqueio do Estreito de Ormuz e dos ataques a infraestruturas energéticas. Em contraste, o Irão registou apenas uma queda residual de 1%. Apesar de aumentos pontuais noutros países, como Venezuela e Nigéria, estes foram insuficientes para compensar a forte contração da oferta.

O conflito no Médio Oriente está a ter um impacto direto e significativo na produção mundial de petróleo, em particular nos países Golfo Pérsico. O bloqueio do Estreito de Ormuz, aliado aos ataques iranianos a infraestruturas energéticas dos países vizinhos, provocou uma quebra abrupta na oferta global de crude.

Entre fevereiro e março de 2026, a produção total da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) caiu cerca de 37%, o equivalente a menos 9 milhões de barris por dia. Esta redução não foi homogénea, sendo especialmente acentuada nos principais produtores do Golfo.

O Iraque registou a maior quebra, com uma redução de 66% na produção, seguido do Kuwait (-53%), dos Emirados Árabes Unidos (-35%) e da Arábia Saudita (-30%). Estes países, altamente dependentes da exportação de petróleo através do Estreito de Ormuz, foram os mais afetados pelas disrupções logísticas e pelos riscos acrescidos de segurança. Em contraste, o Irão — epicentro do conflito — registou uma queda residual de apenas 1%, evidenciando uma relativa resiliência da sua produção face ao contexto regional.

Fora do Golfo, alguns países como a Venezuela (+14%) e a Nigéria (+3%) aumentaram ligeiramente a produção, embora insuficiente para compensar as perdas significativas no Médio Oriente.

Esta forte contração da oferta global ocorre num contexto de elevada sensibilidade dos mercados energéticos, contribuindo para pressões adicionais sobre os preços dos combustíveis e aumentando a incerteza quanto à estabilidade do abastecimento mundial.

No conjunto, os dados evidenciam como choques geopolíticos localizados podem ter efeitos sistémicos no mercado energético global, sobretudo quando afetam pontos críticos como o Estreito de Ormuz, por onde transita uma parte substancial do comércio mundial de petróleo.

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