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2026-02-03

Por +Factos

Repartição dos votos da 1.ª volta das presidenciais entre os eleitores da legislativas 2025 que voltaram a votar nesta eleição

A análise do fluxo de votos entre as legislativas de 2025 e a primeira volta das presidenciais de 2026 revela que a vitória de António José Seguro se deveu à forte mobilização da base socialista, mas também à capacidade de captar votos à esquerda e à AD. Em contraste, o eleitorado da AD fragmentou-se em várias frentes: principalmente entre Marques Mendes, Cotrim de Figueiredo, Seguro e Gouveia e Melo. Ventura captou maioria do eleitorado do CH e alguns votos da AD e PS, Cotrim de Figueiredo capitalizou a dificuldade de Marques Mendes segurar o eleitorado AD, enquanto Gouveia e Melo se posicionou como uma alternativa capaz de recolher apoios tanto à esquerda como à direita.

De que partidos vieram os votos dos candidatos presidenciais na primeira volta? Como é que os eleitores das legislativas de Maio de 2025 distribuíram o seu apoio em Janeiro de 2026?

De acordo com os dados trabalhados por Pedro Magalhães, com base em sondagem à boca da urna do ICS-ISCTE, GfK e Pitagórica, António José Seguro conseguiu manter uma base extremamente fiel: a grande maioria dos seus 31,1% de votos totais veio diretamente de eleitores do PS nas legislativas, captando ainda fatias significativas de quem votou na AD, no Livre e noutros partidos, para além dos cinco mais votados nas legislativas.

André Ventura, que alcançou 23,5% dos votos, demonstrou também uma forte capacidade de retenção, segurando a esmagadora maioria do eleitorado do Chega. Contudo, conseguiu ainda alcançar algum eleitorado da AD e do PS. João Cotrim de Figueiredo (16,0%) absorveu quase a totalidade do eleitorado da Iniciativa Liberal, conseguindo também atrair uma parte muito relevante de votantes que tinham optado pela AD, em 2025. Acabou por receber mais votos vindos da AD do que da IL e captou quase tanto eleitorado social-democrata como Marques Mendes.

No campo da AD, a dispersão é de facto o dado mais relevante: os seus votos dividiram-se principalmente entre Luís Marques Mendes (o destinatário natural, mas que obteve apenas 11,3% dos votos), Cotrim de Figueiredo, Seguro e Gouveia e Melo. Gouveia e Melo (12,3%) apresentou um perfil transversal, captando votos de forma equilibrada entre antigos eleitores do PS, da AD e de outros partidos.

Nota: análise não incluiu os votos das legislativas que não foram para nenhum candidato das presidenciais, nem os brancos e nulos. Votos dos outros partidos foram distribuídos pelos candidatos conforme os votos em falta após distribuição dos votos dos cinco partidos apresentados.

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