

2025-10-03
Por +Factos
Em Portugal, o salário mínimo nacional tem uma predominância desigual entre vários tipos de trabalhadores. Mulheres, jovens, trabalhadores com menor escolaridade e estrangeiros apresentam maior exposição ao SMN, refletindo vulnerabilidades distintas no mercado de trabalho.
Em Portugal, o salário mínimo nacional (SMN) tem um peso muito desigual entre diferentes grupos de trabalhadores.
Em 2022, cerca de 27,1% das mulheres empregadas por conta de outrem recebiam apenas o SMN, contra 19,1% dos homens — revelando uma maior vulnerabilidade feminina no mercado de trabalho.
A idade também faz diferença: 36,1% dos jovens com menos de 25 anos auferiam o SMN, contrastando com 19,9% dos trabalhadores entre os 35 e os 44 anos e demonstrando a precaridade existente no acesso ao mercado de trabalho para os jovens portugueses. Já entre os 55 e 64 anos, a proporção voltava a subir para 25%, refletindo fragilidades na fase final da carreira.
A escolaridade é talvez o fator mais determinante: quase 1 em cada 3 trabalhadores com o básico ou menos (32,9%) recebiam apenas o salário mínimo, contra apenas 5,2% entre quem tem ensino superior.
Outro dado revelador: enquanto 21,4% dos portugueses trabalham pelo SMN, entre os estrangeiros a percentagem dispara para 38,0%.
Estes números do Banco de Portugal mostram como o salário mínimo não afeta todos de igual forma, refletindo as diferentes dinâmicas de inserção no mercado de trabalho consoante idade, género, escolaridade e nacionalidade.
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